Na verdade acho que tudo que é fácil demais é chato. Sabe aquele amigo antigo, distante que você sente uma saudadezinha boa daquelas que aperta o peito e tem uma pitada de amor/paixão? Aquele que te arranca um sorriso bobo sempre que seu pensamento pousa lá, longe, perto dele? Pois é, acho que na maioria das vezes a graça está justamente na distância. Aquela velha história de ter a ausência pra querer a presença, sentir a falta. É como se quando você estivesse com ele, você estivesse fora da sua realidade. Porque, querendo ou não, você não encontra ele na rua por acaso, nem no shopping, nem na praia. É algo planejado. Ele sai de onde ele mora, com o único objetivo de te ver. Vice-e-versa. E durante o tempo que isso acontece, sua rotina muda, seu mundo diminui, e gira ao redor de uma unica pessoa. Naquele curto espaço de tempo, você se doa, sem reservas. Mas dura pouco, a vida logo te puxa pra realidade, te leva embora, e só resta aquela saudadezinha, que é intensa no início mas, você querendo ou não a correria da vida faz você ir esquecendo. Acho que a palavra certa não é esquecer, é se conformar, se acostumar. Você vai continuar sentindo falta, vai continuar chorando baixinho, escondido, vai continuar querendo que da próxima vez ele chegue perto, perto o suficiente pra você o prender, de corpo e alma - logo você, que nunca se deixou ser presa - perto o suficiente para ser pra sempre. mas esse desejo de ter junto, estar junto, vai se amansando. O ir e vir de pessoas na nossa vida necessita de espaço e o espaço que você ocupa é grande e me sufoca sem a sua presença. Nessa vida corrida ainda temos que encontrar tempo para o amor, para amar. O meu, eu encontro nessas brechas da realidade. Onde tudo vale a pena. Até a próxima visita. :*
Fernanda Barros

Adoro o que tu escreve... Sempre vejo algo que serve pra mim!
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